Combustíveis em Portugal não descem
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“Tendência de preços tem de ser de descida com quebra no petróleo - Manuel Pinho”
Sines, 17 Set (Lusa) - O ministro da Economia Manuel Pinho sublinhou hoje que a tendência nos preços dos combustíveis tem de ser de descida com a quebra do preço do petróleo, não comentando a subida de preços de combustíveis decidida por algumas petrolíferas.
“Há uma relação bastante próxima, mas não coincidente entre os preços do petróleo e os preços dos produtos. Este efeito por não ser no dia seguinte, mas acredito que seria totalmente anormal se esta tendência não se reflectisse“, afirmou o ministro aos jornalistas, após a cerimónia que assinalou o arranque das obras de ampliação do complexo petroquímico da Repsol em Sines.
A BP subiu um cêntimo na gasolina e desceu um cêntimo no gasóleo a partir das 00:00 de hoje, enquanto a Galp manteve o preço da gasolina e reduziu um cêntimo o gasóleo.
A Repsol vai descer a partir das 00:00 de quinta-feira um cêntimo no preço do gasóleo, mantendo o valor a pagar pela gasolina.
O ministro congratulou-se com a descida dos preços do petróleo que estão 50 dólares abaixo do máximo atingido em Julho, e disse que essa quebra terá de se reflectir nos preços da gasolina e do gasóleo “mesmo que isso não seja de um dia para o outro, o que interessa é a tendência”.
Manuel Pinho disse ainda concordar com a “recomendação de vigilância” dos preços dos combustíveis feita na terça-feira pelo comissário europeu da Energia, Andris Piebalgs.
Andris Piebalgs disse na terça-feira que o regulador português “tem de acompanhar melhor o mercado nacional dos combustíveis” e “confirmar permanentemente que não há práticas de cartelização entre as gasolineiras, ou quaisquer outras situações que afectem a concorrência e os consumidores”.
“Não ouvi as declarações [de Piebalgs], mas deve ter sido uma recomendação de vigilância e estou totalmente de acordo”, afirmou o ministro da Economia.
Manuel Pinho disse ainda ter falado com a Autoridade da Concorrência que lhe assegurou estar atenta ao mercado.
Fonte: Lusa
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